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Rede se solidariza com as vítimas da mineração na região de Mariana-MG

Rede Sustentabilidade 7 de novembro de 2015

A Rede Sustentabilidade se solidariza com as vítimas do rompimento das duas barragens de rejeitos da Vale/Samarco na região de Mariana, em Minas Gerais e pede uma ação da justiça ágil e transparente na apuração dos fatos pelo governo e órgãos competentes.

A tragédia que se abateu no local só aumentou o sofrimento dessa população, que convive há anos com os impactos negativos ao ambiente e à saúde causados pelo descuido do governo e das empresas que atuam no complexo minerário na região. Com o rompimento das barragens, o distrito de Bento Rodrigues – e vários municípios próximos – foi varrido por um enxurrada de lama. Várias pessoas foram soterradas vivas por uma enxurrada gerada sobretudo pelo descaso e pela ganância de uma atividade econômica que avança sem que o Estado estabeleça medidas de prevenção e de mitigação de impactos.

A REDE entende que tudo isso, infelizmente, é fruto dos impactos da mineração que acontecem de forma recorrente, deixando de lado a importância da responsabilidade socioambiental e penalizando sempre o lado mais fraco da história: a população.

A Samarco/Vale está se posicionando como vítima neste triste acontecimento. A hipótese da influência de abalos sísmicos ganha mais espaço na imprensa do que questões de licença ambiental e de compromissos não cumpridos. Embora as causas ainda não tenham sido determinadas, é fundamental que haja um debate sobre os riscos que a atividade mineradora impõe à população e quais as medidas de prevenção precisam ser adotadas.

 

Neste momento, a REDE faz coro à carta divulgada pelo Comitê Nacional Frente Código da Mineração e à Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale, que alertam para o Projeto de Lei (PL) nº 2946/2015 do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel. O PL, que tramita em regime de urgência na Assembleia Legislativa, pretende agilizar licenciamentos e reduzir o controle social sobre a segurança de projetos prioritários para o estado. O projeto potencializa o avanço da mineração sem a devida fiscalização, deixando a sociedade à mercê do alto preço a ser pago por um desenvolvimento irresponsável e insustentável.