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É preciso separar o joio do trigo para não condenar a política ao invés dos maus políticos

#Rede 13 de abril de 2017

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O Ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou nesta semana, a abertura de inquérito contra dezenas de políticos envolvidos em casos de corrupção investigados pela operação Lava-jato. Entre eles, estão nove ministros do governo Michel Temer, três governadores, 29 senadores e 42 deputados federais, incluindo os presidentes das duas Casas do Congresso Nacional. A lista foi definida com base em delações premiadas de dirigentes do grupo Odebrecht.

Serão investigados políticos de 16 partidos políticos, que incluem a base do governo e a oposição, deixando claro que as denúncias de corrupção e desvio de recursos públicos não têm fronteiras ideológicas e atingem as principais figuras públicas que vêm conduzindo a política do país há muitos anos.

Se por um lado o tamanho e a amplitude da lista é assustadora, por outro, a intervenção da Justiça vem conseguindo enfim dar nomes aos que vêm trabalhando para o atraso do Brasil. A operação Lava-jato está abrindo o código secreto da política, escancarando as relações escusas entre o setor público e os interesses privados.

É nesse momento que a população precisa ter clareza para separar o joio do trigo para não condenar a política ao invés dos maus políticos. Há, sim, políticos íntegros e comprometidos com o bem público. A Lava-jato está aí justamente para mostrar quem são eles.

O momento é de muita tristeza pelo nível assustador em que chegou a corrupção no Brasil, mas é também de esperança pela possibilidade de reconstrução da política como uma ferramenta de transformação social.

 

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