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Autor da Lei “Ficha Limpa” lança aplicativo para aprovar projetos de iniciativa popular

Rede Sustentabilidade 18 de abril de 2017

Já está disponível para o uso em smartphones o aplicativo Mudamos, que tem o objetivo de coletar assinaturas digitais para aprovação de projetos de iniciativa popular e de interesse da sociedade. O programa utilizado em celulares foi idealizado pelo porta-voz estadual da Rede Sustentabilidade no Maranhão, o ex-juiz de direito Márlon Reis. O ex-magistrado também foi um dos autores da Lei Ficha Limpa.

Para o lançamento desse novo aplicativo, os interessados já poderão acessar o projeto “voto limpo”, também de iniciativa popular. A finalidade é recolher adesões digitais para a proposta, que pretende proibir a compra de votos por parte de empresas em troca de apoio político futuro.

O projeto pretende impedir que os políticos brasileiros sem compromisso real com o povo, cheguem ao poder. Outra meta é garantir igualdade entre os candidatos em uma eleição, sem que alguns concorrentes disponham de poder econômico para ganhar um determinado pleito.

“Isso é muito errado e destrói a democracia. Além disso, impede que as pessoas concorram (a uma eleição) em condições de igualdade. Imagina alguém que tem dinheiro de uma empreiteira no bolso para comprar o apoio dos líderes que quiserem”, destacou Reis, em vídeo feito para as redes sociais. O porta-voz da REDE-MA destacou ainda que essa prática é comum e foi denunciado em seu livro “O Nobre Deputado”.

No Android e no iOS

O aplicativo pode ser obtido pelos aparelhos com os sistemas operacionais Android e iOS. Seu desenvolvimento ocorreu em parceria com Ronaldo Lemos, especialista em tecnologia e inovação do ITS Rio (Instituto e Sociedade do Rio de Janeiro). Por meio dessa ferramenta, as pessoas poderão se manifestar e analisar sobre esse projeto e outras propostas que possam ser colocadas à disposição da população.

Para participar desse projeto, a pessoa precisa colocar no aplicativo o seu nome completo, os números do CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) e do título de eleitor. A partir daí, cada celular é identificado e poderá fazer apenas uma assinatura de apoio por projeto.

A tecnologia utilizada é a “blockchain”, que torna possível auditar os dados inseridos pelos usuários. Esse mesmo sistema é utilizado por vários bancos, pois o CPF é automaticamente autenticado.

 

Assista ao vídeo feito por Márlon Reis: