Foto: Eric Nogueira

Mulheres da REDE realizam atos pelo 8 de março em todo o Brasil

cissa 9 de março de 2018

Diversas representantes do Elo Mulheres da Rede Sustentabilidade se mobilizaram em prol do simbólico 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Além da mobilização virtual, foram realizados vários atos, em diversos estados e municípios, para celebrar as conquistas de direitos e reforçar, não apenas a manutenção destes, mas também a ampliação da participação feminina nos espaços de poder.

Para a porta voz da Rede em Goiás, Eva Cordeiro, este é um dia para relembrar a necessidade de mais direito de escolha, poder sobre o próprio destino e mais espaço no mercado de trabalho com igualdade de salários. “O Dia Internacional da Mulher é um dia para reflexão e tem como função principal renovar em cada um de nós, seres humanos, a força para lutar contra uma mentalidade conservadora, machista e preconceituosa que tenta impedir o crescimento das mulheres”, destaca.

Segundo ranking da organização global Inter-Parliamentary Union, divulgado em 2017, de 193 países, o Brasil ocupa o 152º lugar, quanto à representatividade das mulheres na câmara dos deputados. Apesar das mulheres corresponderem a 52% da população brasileira, apenas 10% do Congresso é ocupado por elas, enquanto a média global da representação feminina no parlamento é de 23%.

“Para se ter uma ideia do quanto ainda é preciso ampliar a liderança e a participação das mulheres na sociedade brasileira, basta mencionar que, embora sejamos maioria entre os que votam, temos apenas 10% de deputadas, 14% de senadoras e 11% de prefeitas em nosso país hoje”, completa Cordeiro.

Além disso, segundo relatório da ONU, de 2013, mais de um 1/3 das mulheres do mundo  já sofreram algum tipo de violência. De acordo com Bruna Paola, uma das coordenadoras nacionais do Elo Mulheres, tais dados mostram uma correlação entre violência contra mulheres e baixa participação nos espaços de poder. “O Brasil, por exemplo, é 5° no ranking de violência contra as mulheres e 152° no ranking de representação política. A mesma lógica se repete nos Estados, o Espírito Santo é o 2° no ranking de violência e o último no ranking de participação”, reflete.

Nas eleições municipais de 2016, somente 31,6% dos candidatos a cargos eletivos eram mulheres. Ainda assim, só pela Rede Sustentabilidade foram eleitas 25 vereadoras e duas vices prefeitas, em 26 municípios brasileiros. Atualmente esse número subiu para 27, uma vez que duas suplentes também assumiram.

“Apesar de ainda ser um número pequeno, as vereadoras são bem combativas e atuantes. Um sopro de esperança, de muito trabalho e muita luta contra o status quo de uma sociedade habituada a apoiar e votar em homens” finaliza Bruna.