doacao-01-menor-02

Marina Silva lança plataforma de financiamento coletivo

#Rede 17 de julho de 2018

A REDE Sustentabilidade lança nesta terça-feira (17) o site de financiamento coletivo e arrecadação para a campanha da pré-candidata a Presidência da República, Marina Silva. Na página doemarina.com.br, os apoiadores poderão fazer suas contribuições a partir de R$10 que podem ser pagos com cartão de crédito ou boleto bancário. A plataforma utilizada é a do Voto Legal, desenvolvida pelo AppCívico.

O financiamento coletivo, também conhecido como vaquinha online ou crowdfunding, será uma ferramenta importante para a estratégia de arrecadação de recursos da campanha presidencial de Marina Silva, já que a divisão do Fundo Eleitoral foi realizada para beneficiar os grandes partidos e as velhas estruturas políticas. Para equilibrar essa disputa desigual, Marina aposta na colaboração como caminho.

“Uma nova forma de fazer política nasce de uma forma diferente de financiar a política. Queremos uma campanha feita por muitas pessoas doando o que podem, não por poucos doando o que querem, sem limites”, afirma Marina Silva.

Enquanto os três maiores partidos brasileiros vão receber mais de um terço do Fundo Eleitoral de R$ 1,7 bilhão deste ano, a REDE receberá apenas 0,62%. Do total de R$10 milhões, o partido vai destinar metade para a campanha da pré-candidata.

O financiamento coletivo será conduzido pelo Bando, consultoria de crowdfunding que estabeleceu o recorde de mais de 14 mil doadores para a campanha de Marcelo Freixo à Prefeitura do Rio de Janeiro em 2016.

“A meta é fazer um financiamento coletivo que dê condições da candidatura ser competitiva, mas com a diferença fundamental de ser construída pelas doações de pessoas comuns. Não é fácil, mas Marina é a candidata certa para ser a campanha com o maior número de doadores da história das eleições brasileiras. Queremos chegar lá”, diz Téo Benjamin, um dos fundadores do Bando.

Desde 2015, empresas não podem mais doar para campanhas eleitorais. Essa será a primeira eleição presidencial com a nova regra. O teto de gastos estipulado em R$ 70 milhões para campanhas presidenciais reforça a promessa de uma competição menos desigual e a importância das doações de pessoas comuns.