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Ressentida, Istoé requenta fake news sobre marido de Marina Silva

#Rede 7 de setembro de 2018

A campanha de Marina Silva esclarece que são falsas e requentadas as supostas denúncias apresentadas nesta quinta-feira (6) pelo editor de Política da revista Istoé, Germano Oliveira, contra o marido de Marina Silva, Fabio Vaz de Lima.

Um dos casos tem quase 20 anos; o outro, mais de uma década. Ambos já foram tratados diversas vezes pela imprensa. Chama atenção o fato de Istoé ter resolvido trazê-los à baila justamente nesta quinta-feira, um dia depois que a campanha de Marina Silva – devido a limitações logísticas e conflitos de agenda – ter declinado o convite da revista para uma sabatina com os presidenciáveis. O episódio causou irritação ao articulista, manifestada em trocas de mensagens com membros da campanha. Enxergamos a publicação do artigo de Oliveira como retaliação, algo incompatível com o bom jornalismo.

Fabio Vaz de Lima foi citado indevidamente em denúncia feita pelo Ministério Público Federal em 2001 por ter supostamente votado a favor da liberação de financiamento para o projeto da Usina Siderúrgica do Maranhão (Usimar) na reunião do Conselho Deliberativo da extinta Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia), no ano anterior.

Fabio nunca fez parte do conselho. No entanto, seu nome consta nos registros da lista de presença da reunião do conselho que apreciou o projeto da siderúrgica. Naquela data, os representantes legais do Estado – o governador à época, Jorge Viana (PT), e seu secretário de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável, Gilberto Siqueira – não puderam estar presentes (todos os Estados da região Norte tinham assento no conselho). O próprio Germano Oliveira aponta isso em seu texto. Fabio, na condição de assessor do governo do Acre, participou como mero observador, já que não tinha direito a voto e voz no encontro. O MPF, porém, achou por bem arrolar na denúncia todas as 18 pessoas presentes à reunião.

O outro episódio diz respeito a supostas irregularidades cometidas em 2004 por Fabio Vaz de Lima com madeira apreendida. A pedido de Marina, o Ministério Público Federal investigou a questão e o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, determinou o arquivamento da denúncia por não enxergar nela “um único elemento de verossimilhança”.

A substituição, por Istoé e seu editor, de critérios jornalísticos por ressentimento, do olho clínico do repórter pelo fígado, nos dá a segurança de ter feito a coisa certa ao cancelar a participação na sabatina.