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“Estaremos na oposição”, diz Marina após apuração de votos

#Rede 7 de outubro de 2018

A candidata da coligação REDE-PV à Presidência, Marina Silva, anunciou neste domingo (7) que estará na oposição ao próximo governo, independentemente de quem seja o eleito no segundo turno.

Concluída a apuração de 99% das urnas, Marina teve 1% dos votos. A Rede elegeu cinco senadores (nos Estados de SE, RN, PR, AP e ES) e também elegeu a primeira deputada federal indígena, Joênia Wapichana (RR).

A candidata reconheceu que a polarização entre a extrema-direita e a esquerda influenciou o resultado final das eleições e favoreceu o esvaziamento das candidaturas de terceira via. “Infelizmente [vivemos] uma realidade marcada cada vez mais pela velha polarização, que agora se tornou tóxica nesta campanha”, disse Marina. “Os candidatos que estavam fora desses polos tóxicos acabaram sofrendo um esvaziamento em função da pregação do voto útil.” Segundo a candidata, esta “foi uma eleição marcada por aquilo que se queria evitar, não promover”.

Marina disse que telefonou a Fernando Haddad e à mulher de Jair Bolsonaro para cumprimentá-los pelo resultado, mas que a Rede e o PV ainda discutirão se apoiarão alguém no segundo turno ou se ficarão neutros.

“Vamos discutir partidariamente. A REDE é um partido que trabalha com consenso progressivo. Uma coisa já sabemos: independente de quem seja o vencedor, estaremos na oposição. O Brasil vai precisar de uma oposição democrática, e isso nós podemos assegurar. Estaremos na oposição, porque é a única forma de quebrar o círculo vicioso que levou o Brasil para essa situação.” Ela afirmou que o partido não tem identificação com ideias autoritárias – pregadas por Jair Bolsonaro –, mas que a democracia também é prejudicada pela corrupção.