Bancada da REDE no Senado defende votação aberta para a presidência da Casa

#Rede 2 de fevereiro de 2019

Na madrugada deste sábado (2), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, determinou que a eleição para presidente do Senado seja feita por meio de votação secreta. Pelas redes sociais, o líder da bancada da REDE na Casa, o senador Randolfe Rodrigues, considerou que a decisão é retrógrada e não reflete a vontade da maioria dos senadores e da população.

“A sessão teve início ontem, e após muito tumulto, mesmo com a maioria do Plenário (50 a 2) apoiando meu requerimento que exige votação aberta e em dois turnos, foi adiada para às 11h de hoje(2). Defenderei firmemente que seja cumprido com bom senso e respeito à vontade do povo! A República é incompatível com o segredismo dos gabinetes: o Povo tem o direito de saber o que pensam seus representantes”, afirmou o senador Randolfe.

Na sexta-feira (1º), antes da escolha do presidente do Senado, o líder da bancada da REDE apresentou uma questão de ordem para que a votação fosse aberta, depois de avaliar que “o povo merece saber o que pensam seus representantes”. O pedido teve o apoio dos senadores da legenda, Flávio Arns (PR), Fabiano Contarato (ES) e do senador cívico Capitão Styvenson (RN), e acabou sendo aprovado no Plenário por 50 votos a favor e 2 contra.

Mesmo com maioria absoluta, a sessão seguiu tumultuada por um grupo de senadores contrários à votação aberta e favoráveis à candidatura do senador Renan Calheiros (MDB-AL), e foi suspensa após cinco horas de discussão. A sessão foi retomada no fim da manhã deste sábado.